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domingo, 26 de setembro de 2010

Amamentação!

Faz tempo que eu to querendo fazer um post sobre isso, mas acho que me faltava coragem, só de lembrar de tudo que passei me da vontade de chorar.
Passei a gravidez toda pensando na amamentação, as pessoas que acompanham meu blog sabem o quanto eu escrevia sobre isso. Confesso que no fundo eu tinha uma enorme ilusão de que o bebê já nascia, ia pro peito e mamava como um bezerrinho, simples assim. Muita mãe que consegue amamentar fala isso, é porque nunca passou pelo que eu passei, ta bem longe de ser assim. Para algumas é facil mesmo, mais isso infelismente não acontece com todas.
Desde o começo Pedro não pegou no peito, passou 3 dias sem mamar nenhuma gota de leite, só tomou soro, as enfermeiras me ajudaram muito, a pediatra e minha Obstetra, não não deu certo de jeito nenhum. Cada tentativa era um sofrimento, ele chorando porque estava com fome, não conseguia sugar e nem pegar meu peito, e eu super nervosa e chorando porque não conseguia amamentá-lo. Era muito dificil para mim ver meu filho com fome e não conseguir amamenta-lo, me sentia a pior das mães!  Eu ainda tentava tirar o máximo de leite que eu conseguia com a bomba e colocava no copinho pra ele tomar, pois assim pelo menos ele tomava um pouco do meu leite e isso doia para caramba, eu não tinha muito leite e tinha que fazer força, apertar para sair algumas gotas de leite.
E assim os dias iam passando, conseguia tirar no maximo 60 ml por dia e não era o sufuciente para ele, mesmo assim continuava tentando dar o peito, ele chorava muito e não queria, teve um dia que chorou tanto que o umbigo dele sangrou. Ai fiquei pensando : Meu Deus, por que to fazendo isso? Meu filho ta sofrendo, não ta se alimentando direito, po ele não vai ser pior que as outras crianças por tomar leite artificial não. Eu vou dar e pronto.
Apartir dai os dias foram melhorando, meu filho foi engordando...
Mas não acabou ai a tristeza.
Aquela sensação de estar fracassando como mãe ia me consumindo e eu estava muito triste, se não fosse minha mãe e meu marido principalmente acho que teria entrado numa depressão. Não conseguia tirar da cabeça a imagem daquelas campanhas de amamentação dizendo que meu filho ia ser menos saudável e eu uma péssima mãe se não conseguisse amamentar.
Cada vez que saiamos na rua ou que recebíamos alguma visita era a mesma cena:
- Nossa como ele é lindo e tão gordinho! É só leite de peito né?
- Não, ele não pegou o peito.
- Aaaaah, que pena....Por que vc não insiste mais, toda criança pega, voce não teve paciencia né? (com aquela cara de reprovação , sabe?)
Aquilo pra mim era como um soco na boca do estômago que me deixava com as pernas bambas e ao mesmo tempo me dava uma revolta enorme. Poxa! Essa pessoa não estava na minha casa e não tinha acompanhado cada dia e cada hora em que eu me dediquei de corpo, alma e coração pra que conseguisse amamentar meu filho. E ninguém mais do que eu conhecia o sofrimento e a frustração de não ter conseguido.
Aos poucos fui aprendendo a conviver com isso, aprendi a não me culpar e acreditei que tinha feito o meu melhor, eu sei que fiz o melhor.
Passei a não pensar mais nisso e só presto atenção em como meu filho está crescendo com saúde, engordando e se desenvolvendo como qualquer criança, o momento em que eu o alimento é especial. Há muito amor, cumplicidade e uma imensa troca de carinho e energia mesmo sendo através da mamadeira. E agora quando vamos na rua e vem umas pessoas idiotas cena é assim:
- Nossa como ele é lindo e tão gordinho! ainda mama no peito, né?
- Ai eu digo: Claro, e mama muito!
A pessoa fica feliz e não pergunta mais nada e nem me pertuba com comentario idiota, e eu não me estresso e nem me entristeço.
Hj Pedro é um bebê lindo, saudável e muito esperto. E eu sou uma mãe dedicada, apaixonada e nem melhor ou pior do que qualquer outra mãe que amamente seu filho. Com certeza no meu próximo filho vou tentar tudo de novo, porque acredito muito na amamentação exclusiva e acho que quando ela é possível deve ser sempre a primeira opção.
Essa é a minha história sobre a amamentação, sim uma história triste. Mas através dela gostaria de dar um ombro amigo às mães que tiveram ou tem o mesmo problema mesmo com muito esforço e total dedicação e que se sentiram tão fracassadas quanto eu, mas que eu tenho certeza que são mães maravilhosas de filhos maravilhosos iguais a qualquer mãe que tenha ou não amamentado seu filho exclusivamente até os 6 meses.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Confissões de uma mamãe doida e Novidades!

 
Hoje, depois de dois meses de nascido o Pedro, eu confesso que passei por momentos difíceis, tanto físicos como emocionais. Primeiro, me frustrei por não ter conseguido amamentar, muita gente acompanhou aqui minhas tristezas, mas só eu sei o quanto sofri por ver meu filho chorando de fome dois dias e não conseguir amamentar. Acredito que esse fato me deixou nervosa demais e me fez bloquear ainda mais e meu leite secou muito rápido.
No começo me odiei, fulminei com pensamentos, chorei calada, mais passou, não fui menos mãe que as outras por não ter conseguido amamentar, claro, era um sonho meu, mais não aconteceu e pronto, como vários outros sonhos que tbm não se realizaram. Mas na minha vida é assim, mesmo quando dá errado, dá certo. Hoje, agradeço a Deus por ele está tomando Nan, ta crescendo bem, saldavel e muito lindo.
Aos poucos meu corpo voltou ao que era no passado, até o tamanho dos seios, a cicatriz está quase inpercipitivel e os ódios e traumas se foram.
Bom, logicamente, a conversa não termina por aqui. No hospital, eu estava meio dopada com os medicamentos para dor, o que não me impediu de dar muito amor ao meu pequeno, maaaaaas, me impediu de sentir o tamanho do "pepino" que eu estava levando pra casa, senão eu não estava sorrindo nas fotos da alta...hahahaha!!!
É bem punk mesmo essa vida de mãe, pra todo mundo é assim e todas sobrevivem, então, não se desesperem...o primeiro mês é fase de adaptação, de conhecimento, de aprendizado. Li que a gente não deve se sentir um monstro se não amar compulsivamente o neném logo que ele nasce. (Eu amei o meu desde quando descobri que tava gravisa) Lógico que a gente ama, quer o bem , cuida dele, mas às vezes a gente se pergunta mesmo se fez o certo resolvendo engravidar, se a gente nasceu mesmo pra isso, afinal ele está trazendo uma série de mudanças , tanto em seu corpo, quanto em sua vida. E isso é complicado...mas passa, e você vai amá-lo loucamente rapidinho...rs**.
Outra coisa: não pense nos outros e sim em você. Respeite os seus limites e as suas vontades. Não quer, não quer e ponto. Os outros com certeza vão entender.
Muiiiito importante também é ter um papai preparado para ajudar nos primeiros dias, tanto no apoio emocional quanto no prático, e ter, se possível, uma mulher importantes da sua vida naquele momento ao seu lado (no meu caso, minha mãe). Ela vai cuidar da casa, fazer o almoço, lavar aquela loucinha, despachar gente chata com toda finessa do mundo, e se for da vontade da mamãe, como aconteceu comigo, ajudar com o bebê, não só dando opiniões, mas tomando conta dele, olhando nos olhos dele, anotando cada movimento, enquanto a gente dorme e se acalma e refaz com o sono. E o papai também, que agora já não precisa mais tomar conta do Pedro e de mim e dorme tranquilo, porque acho muita sacanagem ficar fazendo o marido levantar toda noite, tendo que trabalhar no dia seguinte. Só aceito ajuda dele quando é extremamente necessário, já que quando o Pedro fica muito bravo, só se acalma nos braços do papai...lindos!!!
Muiiito importante também é, durante a gravidez, ler muito sobre os cuidados do bebê. Muitos livros foram úteis para entender quer dizer quando o bebe chora e para evitar coisas que o irritem, como a superestimulação. Uma das coisas que aprendi é: não é porque ele chora que está triste...rs**. É o jeitinho que ele sabe para passar seus recados. Hoje conheço cada chorinho e acerto quase sempre com ele.
Tudo voltou ao normal e sou bem melhor como mãe. Os primeiros dias é um período que passa e nunca mais volta. Por isso, devemos enfrentá-lo com calma e até, de certa forma, curtí-lo. Uma coisa que me ajudou muito e me fez voltar a dormir melhor foi o que uma amiga me disse quanto ao meu " parafuso solto" : - os bebês nascem para viver e não para morrer -. Tão simples e tão profundo, a maior verdade que eu já ouvi. Isso me fez entender que eu não preciso ficar " secando " o coitado 24 horas por dia. Ele respira sem mim, funciona sem mim, só preciso cuidar dele.
Nem sei por que estou escrevendo esse texto sem pé nem cabeça... rsrs coisa estranha!!!

Bom, vamos as novidades!

Já voltamos para casa, voltamos da casa da minha mãe no final semana passada e minha sogra veio tambem para passar uns dias. Não sei quando ela embora, então isso bagunçou a nossa rotina toda.
O xixi do príncipe já voltou ao normal graças a Deus, o resultado do exame já deve estar pronto, mais ainda não fui buscar, está tudo muito corrido aqui, Pedro está um pimentinha, não quer ficar sozinho nem um minuto. Então quando receber o resultado (provavelmente hj ainda meu marido vá buscar) coloco aqui pra vcs.
Então minhas queridas é isso, tenho varias fotos par colocar aqui, mais esqueci o cabo da maquina na casa da minha mãe. ¬¬

Beijos beijos!